O tempo de investir em imóveis é agora

Com todas as transformações da economia brasileira nos últimos 5 ou 6 anos, o mercado nunca esteve tão favorável para a compra de imóveis como em 2016. Conforme a análise do economista Ricardo Amorim, quando todo mundo está com receio de investir, é a melhor hora para fechar bons negócios. “Com menos gente buscando crédito e menos gente comprando, quem tem que vender vende mais barato e essa situação cria oportunidade para quem compra o imóvel”, garante o economista. Mas este ciclo propício para quem tem dinheiro na mão está quase no fim.

Após as reviravoltas políticas no país, a economia começou a dar sinais de reação positiva. Em Passo Fundo alguns lançamentos imobiliários já demonstram que o mercado começa a reagir escalar a subida pra sair do fundo do poço. Claro que o fundo do poço neste mercado, equivale ao meio do poço para outros. Nossa cidade viveu um ciclo muito favorável na construção civil, e atingiu seu ápice há uns 3 anos. Depois disto a economia sofreu alguns golpes e as construtoras optaram por esperar um período mais adequado para fazer novos investimentos. Com tantos empreendimentos em construção na cidade, a quantidade de imóveis sendo entregue para seus proprietários ainda é grande, o que também favoreceu o aperto do cinto no setor.

Para 2017 os prognósticos são bem mais positivos para quem quer vender imóveis. Os preços devem parar de cair e, com a queda dos juros, segue no caminho inverso a liberação de recursos para financiamento de imóveis. Atualmente, além dos bancos públicos como a Caixa Federal e o Banrisul, os bancos privados estão oferecendo recursos a taxas atrativas e com aprovação de crédito mais ágil.

Assim, com toda a análise do mercado, podemos dizer que o setor de imóveis nunca esteve tão propício para bons negócios. Mas o ciclo está no fim, pois os preços estão em fase de estabilização e devem apresentar um movimento lento de subida nos próximos meses.

Aprovados R$ 63,5 bilhões do FGTS para habitação popular em 2017

O conselho curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nos últimos dias um orçamento de R$ 87 milhões para habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana para 2017. Para o período de 2017 a 2020, o investimento previsto é de R$ 331 bilhões. Em mobilidade urbana o investimento será de R$ 14 bilhões e R$ 9,5 bilhões em saneamento básico.

De acordo com o Ministério do Trabalho, os investimentos vão beneficiar 556 mil famílias de baixa renda na compra da casa própria. Também, conforme a pasta, servirão para gerar ou manter 2,5 milhões de empregos na indústria da construção. Outros R$ 9 bilhões dos recursos do fundo foram reservados para subsidiar a compra da casa própria por famílias de baixa renda, por meio de descontos — beneficiando cerca de 506 mil contratos. Já o Pró-Cotista, que oferece taxas de juros menores, será direcionado aos detentores de conta vinculada, o valor alcança R$ 5 bilhões.

O dinheiro que será liberado também obedece a uma distribuição conforme o valor máximo da casa própria: R$ 8,3 bilhões vão para a compra de imóveis avaliados em até R$500 mil.

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Mais R$ 1,2 bilhão vai financiar imóveis cujo valor de venda esteja limitado a R$ 650 mil em todo o país. A exceção é para os estados de Minas Gerais, Rio e São Paulo e para o Distrito Federal, onde os valores de venda dos imóveis podem chegar a R$ 750 mil.

Fonte: Ministério do Trabalho